Temperatura e métodos de superação da dormência na germinação de sementes de Banisteriopsis campestris (A. Juss.) Little
DOI:
https://doi.org/10.53661/1806-9088202650263958Palavras-chave:
Malpighiaceae, Dormência física, RosinhaResumo
A germinação de sementes é um processo fisiológico altamente influenciado por fatores ambientais, sobretudo a temperatura, que regula tanto a velocidade quanto a porcentagem de germinação. No entanto, a dormência pode constituir uma barreira significativa à emergência de plântulas, mesmo em condições ambientais aparentemente ideais. O presente estudo teve como objetivo avaliar a germinação e vigor de Banisteriopsis campestris (A.Juss.) Little sob diferentes temperaturas (15, 20, 25, 30 e 35 °C) e métodos de superação de dormência (escarificação mecânica com lixa, corte na ala, imersão em água quente por 1 minuto a 70, 80 e 90 ºC e embebição a 20 e 30º C por 24 horas). O experimento foi conduzido entre setembro e dezembro de 2017. A escarificação acelerou a embebição inicial, enquanto sementes intactas absorveram água mais lentamente. A temperatura de 25 °C promoveu maior porcentagem de germinação e índice de velocidade de germinação. Temperaturas extremas (15 e 35 °C) reduziram significativamente esses parâmetros. Para a superação da dormência, a imersão em água a 70 °C por 1 minuto proporcionou maior taxa de germinação. O índice de velocidade de germinação (IVG) foi mais elevado nas sementes escarificadas e naquelas embebidas a 20 e 30 °C por 24 horas. A análise de qualidade das sementes indicou alta incidência de sementes vazias, sem diferença significativa entre tratamentos e, mortalidade elevada no tratamento com lixa. A maior porcentagem de dormência residual foi observada nas sementes submetidas à imersão a 90 °C.
Palavras-chave: Malpighiaceae, Dormência física, Rosinha
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