Efeito da reabilitação de áreas de mineração de bauxita na infiltração e na repelência do solo à água
DOI:
https://doi.org/10.53661/1806-9088202650263951Palavras-chave:
Repelência do solo à água, Restauração hidrológica, Reabilitação de áreas degradadasResumo
O Brasil, quarto maior detentor de reservas de bauxita, destaca-se mundialmente na produção mineral. Entretanto, a mineração a céu aberto pode promover alterações nos atributos hidrológicos do solo em decorrência da remoção da cobertura vegetal e da movimentação do solo. Este estudo avaliou os efeitos da reabilitação de áreas mineradas pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) sobre a infiltração de água, a condutividade hidráulica não saturada e a repelência do solo à água. Foram selecionadas seis áreas localizadas no município de São Sebastião da Vargem Alegre, Minas Gerais, Brasil, sendo três áreas reabilitadas (0610, 0630 e 0123) e três áreas de referência. As avaliações foram realizadas utilizando infiltrômetro MiniDisk e os resultados comparados pelo teste de Mann-Whitney. As áreas reabilitadas apresentaram valores significativamente superiores de taxa de infiltração (293,88 mm h⁻¹), capacidade de infiltração (308,78 mm h⁻¹) e condutividade hidráulica não saturada (48,44 mm h⁻¹) em comparação às áreas de referência, que apresentaram valores médios de 129,38 mm h⁻¹, 147,53 mm h⁻¹ e 9,19 mm h⁻¹, respectivamente (p ≤ 0,05). A repelência do solo à água foi significativamente menor nas áreas reabilitadas (1,48%) em relação às áreas de referência (6,22%) (p ≤ 0,05). Os resultados demonstram que as práticas de reabilitação favoreceram a recuperação da funcionalidade hidrológica do solo, promovendo maior infiltração, maior capacidade de transmissão de água no perfil e menor expressão da hidrofobicidade.
Palavras-chave: Repelência do solo à água, Restauração hidrológica, Reabilitação de áreas degradadas
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